Arquivo da categoria ‘Drama’

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Título Original: Full Metal Jacket

Gênero: Ação, Drama, Guerra, Suspense

Sinopse: Um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra quando lá chegam se deparam com seus horrores.

Para comemorar os 25 anos do lançamento de Nascidos Para Matar, tomei vergonha na cara e fui assistir esse longa pela primeira vez, sem saber sobre o que se tratava.

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Logo no começo já somos introduzidos há um sargento que eu achei muito engraçado, bem estilo Capitão Nascimento, que fica gritando impondo seu poder. Também conhecemos o Soldado Hilário ( apelido dado pela coragem de fazer uma piada com o sargento) e ao soldado Pyle que é um gordinho todo atrapalhado.

Um pouco menos da metade do filme se passa na preparação dos soldados para a guerra do Vietnã, mostra como é a organização, e de uma forma que achei muito divertida, estava achando até então que era um filme de comédia.

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Depois de enviarem o soldado Hilário para a guerra do Vietnã como correspondente, dai a cara do filme muda totalmente. O clima fica realmente de guerra, mostra coisas engraçadas também, como as mulheres vendendo o corpo por um preço muito baixo e o roubo de objetos.

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A hora que eles estão em combate, você vê a falta de experiência e tensão de alguns soldados e a tentativa de estratégia do comandante, como é difícil tomar decisões nesses momentos tão difíceis, o caos que é estar lá no meio, e isso com o soldado Hilário tirando fotos e anotando tudo.

O que deixou o longa bem mais emocionante foi a trilha sonora, com músicas como Surfin’ Bird do The Trashmen e termina com Paint it Black do Rolling Stones.

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Com um final bem simples, o filme demonstra uma guerra de um jeito que eu nunca tinha visto em outro longa. De uma forma que eu me empolguei, dei risada, fiquei tenso. Foi uma experiência única. Uma obra-prima de Stanley Kubrick.

Nota: 10

Trailer:

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Jogos Vorazes é a grande sensação do momento. Apesar da divulgação aqui no Brasil não ser tão grande como está no Estados Unidos, a série está fazendo seu dinheiro de uma forma assustadora. Graças a indicação de um amigo, conheci a série um pouco antes desse “boom” da mídia nacional e quero dizer alguns comentários sobre o livro e o filme.

A história é contada num futuro pós-guerra, onde um país chamado Panem é dividida em 12 Distritos ( Na realidade são 13, mas um dos distritos foi aniquilado durante a guerra). Como um lembrete para que isso não aconteça mais, a Capital decidiu realizar todos os anos os Jogos Vorazes. Todos os anos são selecionados um garoto e uma garota de cada distrito que tenham a idade entre 12 a 18 anos, esses selecionados são jogados numa arena onde só pode haver um sobrevivente.

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Katniss Everdeen é a personagem principal e é quem conta a história para nós leitores, no livro vemos todos os acontecimentos pelos olhos dela. Katniss é uma garota de 16 anos que vive com sua mãe e sua irmã mais nova Primrose (Prim) . Sua mãe é incapaz de trabalhar, pois entrou numa depressão profunda após a morte do pai em um acidente numa mina, então Katniss é obrigada a caça e trazer comida para a casa. Na caça ela tem a ajuda de seu amigo Gale, que também vive em condições precárias.

No dia da colheita, a preocupação de Katniss e de Gale é grande, já que o nome deles estão escritos no sorteio diversas vezes, eles podiam trocar “dinheiro” por colocar seu nome mais vezes no sorteio para os jogos. Já Prim só tinha seu nome escrito uma vez no sorteio, mas mesmo assim foi a sorteada para ser a selecionada do distrito 12. A caminho do palco Katniss em um ato heroico, se oferece para trocar de lugar com sua irmã e agora é a oferenda do distrito, logo depois é escolhido o garoto Peeta MeMellark, que é filho de um padeiro e onde ela tem algumas histórias de seu passado com ele.

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O livro é muito bem escrito, gostoso de ler como poucos, enquanto lia me lembrou as vezes a empolgação que eu senti ao ler Harry Potter pela primeira vez. Quando começa realmente os Jogos Vorazes o livro fica numa empolgação que você quer saber toda hora o que vai acontecer. A história é bem agitada.

O diferencial do Jogos Vorazes é o relacionamento, como toda história, o garota tem que ficar com o garoto, mas aqui, você fica naquela dúvida, se ela gosta do Peeta ou se ela gosta do Gale, e a cada capitulo essa dúvida só aumenta.

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Pra mim o filme completa o livro, como no audiovisual eles tiveram que contar a história sem ser com os olhos da Katniss, existem partes que no livro a Katniss tentava deduzir o que os organizações dos jogos estavam fazendo, no filme mostrava a conversa dos organizadores, como eram as coisas realmente nos bastidores.

O que faltou para mim no longa metragem foi talvez um tom mais sombrio em algumas cenas, ou um tom menos infantil. Os personagens da Capital, todos tinham roupas muitos bizarras, acho que podia ser um pouco menos. As cenas de ação principais foram do jeito esperado, já que as mortes com certeza não seriam mostradas em detalhes para o filme não tem uma classificação etária alta, mas no que foi possível, eles representaram bem as mortes. A trilha sonora que acompanha o filme também foi escolhida muito bem, dando o clima ideal para cada tipo de cena.

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As escolhas dos atores para representar os personagens foi muito legal, a Jennifer Lawrence é uma atriz de extrema competência, como vimos em Inverno da Alma e X-Men: Primeira Classe. Seu papel com Katniss é considerado por muito um divisor de águas para a carreira dela, já que é o filme de maior repercussão que ela já atuou, e sua representação é excelente, uma atriz linda e que fez atuações emotivas em outros filmes, fazer um papel de durona não é algo fácil. Gale que é um personagem bem mais falado no livro, no filme é interpretado pelo ator Liam Hemsworth, que não teve a oportunidade de mostrar algo, já que teve poucas oportunidades. Peeta é interpretado pelo ator Josh Hutcherson. Essa também foi uma ótima escolha, ele soube interpretar bem as características do personagem, ser alguém bundão, mas as vezes corajoso. Woody Harrelson interpretou o personagem Haymitch, que nos livros tem uma importancia muito maior que no filme, então Harrelson também não teve tempo para mostrar uma boa atuação, mas no que foi mostrado, eu esperava um pouco mais da atuação dele.

No geral, o filme do Jogos Vorazes ficou muito bom, reclamar demais acho exagero. E o livro é uma experiência única que eu indico a todos meus amigos que gostam de livros no estilo do Harry Potter. A vantagem é que Jogos Vorazes é uma leitura menos, mas não deixa de ser excelente.

Livro: 9/10

Filme: 8.5/10

Tudo pelo Poder

 

Título Original: The Ides of March

Gênero: Drama, Thriller

Sinopse: A ação se passa em 2004, na cidade Des Moines, Iowa, algumas semanas antes do partido democrata escolher seu candidato (Clooney) para concorrer à presidência dos Estados Unidos. A trama é centrada no jovem diretor de comunicação Stephen Myers (Gosling) e as trapaças do jogo sujo da política em que ele precisa se meter para conseguir a indicação para seu candidato, ao invés de outro senador rival.

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Filmes que envolvem política não são muito agradáveis para algumas pessoas, inclusive quando você vai levar um filme para assistir com os amigos, um filme desses não é muito indicado. Então quem caso se interessar a ver esse filme, recomendo de o veja sozinho ou com pessoas que gostam desse estilo de longa metragem.

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O filme já começa no meio da corrida para escolha do candidato a presidência, então a apresentação dos personagens são feitas logo nas primeiras cenas com eles em ação, isso economizou muito o tempo de filme. Por isso não se assuste com as 1h40 de filme.

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Ryan Gosling é um ator que anda me agradando muito, todos os filmes que eu vi dele, além do próprio ter uma boa atuação, ele só faz filmes bons, é incrível. Além disso, deve ser feita uma menção a capacidade que o George Clooney teve de fazer todos os atores desse filme terem ótimas atuações, a tempos que eu não via um elenco trabalhando tão bem, talvez o ultimo foi “O Discurso do Rei”.

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O que realmente me prendeu nesse filme é que o tempo todo acontece alguma coisa, ferrando um personagem, dai correria, intrigas, falsidade, sempre está acontecendo um dialogo importante, algo imprevisível. Realmente te deixa pilhado em saber o que vai acontecer. Além disso, pode até passar batido, mas a trilha sonora que toca em poucos momentos do filme também é muito bem selecionada.

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Tudo pelo Poder é com certeza o filme que mais me empolgou de 2011 e por enquanto é o que estou torcendo para ganhar as premiações de 2012.

Nota: 10

Drive

Publicado: dezembro 2, 2011 em Ação, Drama, Filmes
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Título Original: Drive

Gênero: Ação, Drama

Sinopse: “Drive” é a história de um motorista dublê de Hollywood por dia (Ryan Gosling), um solitário por natureza, que faz bicos como um top-notch motorista de aluguel no submundo do crime. Ele encontra-se alvo de alguns dos homens mais perigosos de Los Angeles depois de concordar em ajudar o marido de sua vizinha, a linda Irene (Carey Mulligan). Quando o trabalho sai perigosamente errado, a única maneira que ele pode manter Irene e seu filho vivo é fazer o que ele faz melhor-Dirigir!

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Drive é um estilo de filme que ao você ver o trailer, você é completamente enganado com o que você vai ver em todo o filme. O que eu esperava ver em pouco mais de 90 minutos era ação total, sem pausa para respirar. Não foi o que aconteceu.

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Primeira cena do filme é interessante que já apresenta o personagem principal ( no filme não dizem o nome dele), numa cena de ação já, correndo com o carro e tudo mais, dando aquela adrenalina inicial, porém isso só foi para dar um gostinho.

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Uma grande parte do filme lembra até filmes de máfia, mostra os personagens, como é a vida deles, faz você se apegar a eles. Durante todas essas apresentações, um plano de assalto está sendo feito. Outra comparação com filmes de máfia é a violencia que é demonstrada no filme. Mortes são efetuadas sem dó e sem cortes, seja na porrada onde o personagem soca a cara do outro até afundar o cranio, ou seja simplesmente com um tiro de escopeta.

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E como é dito já na sinopse, o plano dá errado, e o personagem do Ryan Gosling incorpora um assassino foda. O ápice do filme realmente é a hora que o personagem se ve na responsabilidade de proteger a família de um dos companheiros dele que foi morto.

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Quero chamar a atenção para a trilha sonora fenomenal que foi feita nesse filme, não só pelo fato de encaixar bem no filme, mas as músicas são muito boas, é daqueles filmes que você assiste e corre logo procurar a trilha sonora para ouvir.

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Drive é um filme que alguns criticos dizem que pode ser um dos indicados ao Oscar. Acho dificil isso acontecer, pelo fato de ter cenas violentas de assassinato ( o que eu achei ótimo) e o roteiro não é de um filme indicado ao Oscar, mas com certeza é um dos melhores filmes de 2011

Nota: 9,5

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Título Original: Ting Shuo

Gênero:Drama

Sinopse: Yang Yang e sua irmã Xiao Peng, tem uma forte relação. Por nascerem surdas, elas se comunicam usando linguagem de sinais. Tendo o sonho de participar da olimpiada para surdos, Xiao Peng participa do time de natação. Tian Kuo, o entregador de marmitas, acaba se apaixonando por Yang Yang. Eles começam a sair, porém, Yang Yang pensa que está deixando sua irmã de lado e decide se afastar dele…

Dessa vez farei o comentário desse filme de um modo diferente, pois também foi um filme simplesmente diferente de todos os outros que eu já vi, não sei se é por causa do país que foi feito, a vontade que eu estava de ver, ou a mensagem que ele passou pra mim.

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Primeiro que ao pegar “Hear Me” para assistir pensei o porque ter legendas nesse filme, pelo fato de os atores só trabalhem com linguagem de sinais, mas também eu não sei nada da linguagem de sinais, então a legenda é necessária até para quem fala em mandarim ( língua falada no longa). O interessante que até os nomes são falados em sinais, numa cena especifica, o personagem Tian Kuo vai falar para seus pais que conheceu a Yang Yang, ele diz o nome dela e fala assim: “Na linguagem de sinais, ela se chama … (fazendo os gestos do nome dela)”.

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O fato de ser um filme cheio de sinais faz com que ele seja ideal ser feito por orientais, pois é um povo que gesticula mais do que os americanos e europeus por exemplo, tanto que durante o filme você vê isso, não só nos gestos com as mãos, mas também com gestos faciais.

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Aparentemente, lendo a sinopse, você pode pensar que o filme é bem dramático, mas não, você se diverte muito com os diálogos entre os personagens Tian Kuo e a Yang Yang, alias, destaque para o primeiro, que é realmente um ator bem engraçado, quando tinha cenas que mostrava ele com sua família, era uma risada garantida.

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O tom dramático do longa está mais com a Yang Yang e sua irmã, que sofrem por seu pai estar fora trabalhando na África, e a irmã mais nova ter que cuidar da mais velha que sonha em disputar nas Olimpíadas.

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Assistir a “Hear Me” é um aprendizado, entender como funciona a linguagem dos sinais, saber como vive uma pessoa assim de uma maneira não só tragica, mas também aprender que pessoas assim não ficar apenas sofrendo e sim lutando para alcançar seus objetivos, isso é uma lição ensinada por esse filme.

“O amor e os sonhos não precisam ser ouvidos para ser sentidos, ou traduzidos”

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Nota: 10

Interessou-se pelo filme? Como não é tão fácil de encontrar ele na internet, já deixo aqui o link para download.

http://www.baixartorrent.net/2011/06/hear-me-hear-me-2010-dvd-rip-torrent.html

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Título Original: Rocky

Gênero:
Drama, Esporte, Romance

Sinopse: Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe medíocre que trabalha como “cobrador” de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a idéia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário.
Mas Rocky decide treinar de modo intensivo, sonhando apenas em terminar a luta sem ter sido nocauteado pelo campeão.

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John G. Avildsen é o diretor desse longa que na verdade foi o que o consagrou, só que ele fez depois outro filme conhecido por muitos ( Karate Kid). Essa consagração não veio a toda, Rocky é um filme extremamente empolgante, a imersão na história é impressionante, e a integração dos atores com seus papéis é algo que eu vi poucas vezes em filmes. Além disso o diretor consegue trazer cenas que são lembradas até hoje, com a do treino do Rocky correndo tocando a trilha de “Gonna Fly Now”, essa cena naquele momento do filme é realmente épica, é de deixar o espectador maluco.

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Roteiro é feito pelo Silvester Stallone, que também é o ator principal, e que roteiro, que imersão dos personagens, não na história, mas em suas características. Além disso, parece que nada foi por acaso, a alternativa que ele criou de um lutador desconhecido lutar contra o campeão mundial foi uma idéia brilhante, gostei muito. A história por traz do filme é bem interessante, o Stallone só aceitou que usassem o roteiro do Rocky, e fosse ele mesmo que interpretasse o ator principal, depois de muitos diálogos, ele conseguiu convencer que ele fizesse o papel do Rocky Balboa. Foi um ótimo trabalho de roteiro. E como atuação foi incrível também, gostei muito das partes em que ele dava entrevista na televisão, que ele se mostrava bem tímido, e durante o treinamento, que ele se mostrava guerreiro. Seu personagem é bem divertido, porque ele é um brutamontes e as vezes querendo se mostrar sentimental, mas não consegue, bem típico de lutador, por isso a indicação ao Oscar de melhor ator. Stallone fez seu personagem mais icônico, Rocky Balboa ficou ideal para ele.

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Talia Shire que faz a Adrian, namorada do Rocky, também tem uma ótima interpretação, seu personagem é muito tímido, mas que vai se revelando durante o filme. É um crescimento muito grande do personagem em 2h de filme, e ela faz isso muito bem, parece outra atriz do começo do filme e do final. Burt Young faz o Paulie, irmão da Adrian, é um cara que ajuda o Rocky, e é meio louco, as vezes você curte ele no filme e outras você fica louco de raiva com ele, é engraçado esses dois pólos que ele faz você sentir em relação a ele. Burgess Meredith faz o papel do Mickey, o treinador e empresário do Rocky, e para mim ele é o personagem mais F*D*P* que já vi em um filme, bem não posso dar spoiler, mas quando vocês verem o filme vão entender, mas depois ele se redime e ajuda bastante o personagem. Acabei gostando do personagem no final.

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Rocky Balboa é um filme épico, com ótimas atuações, ótima história, ótima trilha sonora e ótimo roteiro, ainda mais para um filme de 1976. Para quem gosta de filme de drama, esse é um prato cheio, fiquei empolgado para ver os outros. O único defeito do filme é que a luta poderia durar mais, ficaria ainda mais emocionante

Nota: 9,5

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Título Original: Into the Wild

Gênero: Aventura, Biografia, Drama

Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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Antes de começar a falar do filme, primeiro quero fazer o comentário que “Na Natureza Selvagem” é baseado numa história real do próprio Christopher McCandless. Não é uma história assim incrível, mas é algo que muitas pessoas sonham em fazer, que é sair do cotidiano e ir viver na natureza, sem dinheiro e comida, só com alguns itens para sobrevivência.

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Quem teve coragem de adaptar essa história pros livros foi o jornalista Jon Krakauer, que leva o mesmo nome do longa, mas o filme em si foi adaptado pelo ator Sean Penn. Como diretor ele fez poucos trabalhos, mas esse acabou se tornando o mais conhecido, pois também é considerado seu melhor trabalho na direção. Enquanto assistia, não sabia que o Sean Penn foi o diretor, tanto que eu fiquei meio pensativo enquanto assistia, pois estava vendo um bom trabalho, e queria saber quem era o diretor. Sean consegue trazer para um longa metragem: uma boa história com uma ótima trilha sonora, boas atuações e uma bela fotografia e traz a história numa linha não cronológica que você vê o personagem mais pra frente e fica curioso para saber como ele chegou naquela situação, isso foi genial. É legal descobrir que um bom ator consegue fazer um bom trabalho como diretor, assim foi também com Mel Gibson em “Coração Valente” e Ben Affleck em “Atração Perigosa”.

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Como o personagem pretende ter uma vida solitária, todos os personagens que passam pelo filme tem rápidas passagens, mas algumas memoráveis. Cada pessoa que o Chris conhecia, ele aprendia algo novo e você espectador aprende também. É uma lição de vida mesmo. O ator Emile Hirsch que faz o papel do Christopher McCandless tem a aparência do verdadeiro, tanto que quando você vê a foto real, até assusta. E sua atuação é realmente muito boa, com ótimos tons dramáticos e acaba te convencendo.

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Um filme que conta uma história real tão bonita, e é tão bem feito, realmente deve ser visto por todos, mas não indico ele só por isso. Depois que você assiste “Na Natureza Selvagem” você reflete sobre sua vida, sobre atitudes que você tem ou coisas que você pensa em fazer. É um longa metragem que você deve ver antes de morrer. Não é uma indicação assistir e sim uma obrigação.

Nota: 10